A pele suada teima em prender alguns fios de cabelo ao pescoço que os dedos, amiúde, descolam e afastam, a roupa de cama está em desalinho e está quente, está revolta, não aguenta aquele corpo em alvoroço, as pernas esticam-se e encolhem-se sedentas e as coxas, ah... as coxas apertam-se uma contra ansiando por outro corpo entre elas. Semi-cerrados, os olhos lançam faíscas ao relógio. Toca a campaínha no preciso momento em que um gemido escapa e o corpo todo estremece, e nos lábios imediatamente se desenha aquele sorriso.
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