30.3.10
Puro instinto
A Natureza está muito bem feita. Tire-se-lhe o bom senso e a fêmea saliva, ferve, arde. Por segundos, ela esquece-se que pensa e admira-lhe as mãos, grandes e fortes. Se fechasse o olhos veria nitidamente aqueles braços de volta dela. Confere a largura dos ombros e confirma que é perfeita. Contempla o rosto anguloso e admira o maxilar largo, fingindo que ouve o que ele diz. E sente. Sente-lhe o cheiro e o instinto grita. Depois instala-se a lucidez que a manda que ignorar todos os impulsos. A fêmea obedece, mas não sossega, até estar satisfeita.
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