29.10.10

Preguiça

Hoje é aquele dia em que só me apetece o meu sofá e a minha manta.

Hoje é aquele dia em que fazia um café, enrolava-me na manta e desligava o filho da puta do botão.

Hoje é aquele dia em que não abria os estores nem acendia a luz.

Hoje é aquele dia em que ficava a ouvir, não a chuva mas a tua respiração ofegante depois eu te foder até ao tutano.

21.10.10

Sede

Sinto outra vez a sede de poder tomar conta de mim. A sede de sentir que sou eu que mando, que domino e que será segundo a minha vontade. A sede de manipular e de me divertir a ver o resultado. Tenho esta sede dentro de mim, vou ter de a apagar.

20.10.10

Tecnologia

Vejo-te no ecrã e penso que te chamava um figo. Maduro e doce. Jantas, relaxado à minha frente, como se não estivesse a ver-te. T-shirt, calções e imagino que descalço. Nunca mais faças essa merda que eu fico a pensar que se estivesse aí saltava-te para o colo e desfazia-te, nem acabavas de comer e corrias sérios riscos de quinar de indigestão. Nunca mais faças essa merda. Assim ao longe és tão apetecível. Ao longe.

12.10.10

Nem por sombras

Não sabia. Não sabia que no dia em que te mandei, literalmente, levantar e sair, entrar no carro, no meu não no teu, e te levei sem que tu o soubesses, para minha casa, eu não sabia que a partir desse dia, tudo iria mudar. Bastou a porta bater, e foi o fim do mundo. Do meu, tal como o conhecia.