A voz é suave, serena, sai num tom que lhe agrada, o timbre provoca-lhe uma reacção química que logo na primeira vez que a ouviu, foi suficiente para acabar com a última dúvida. Pena que quando ela gostaria de lha ouvir ele fique em silêncio. Ela imagina a voz dele, imagina a boca dele perto do seu ouvido, imagina as palavras que gostaria que ele lhe dissesse com aquela voz. Mas ele não diz. Ele fica em silêncio. Oh... como ela queria ouvir aquela voz. Ela tenta e esforça-se mas não lhe serve de nada. Pelo menos quando ela o chama ele vem, sempre. Ao menos isso. Mas, verbalizar tudo o que ela sabe que ele sente quando estão enrolados um no outro, isso nada.
Ele não é dos que falam.
Ele, ele faz.
Ele, ele faz.