29.3.11

Vem

Agarra-me com força e atira-me para onde quiseres, beija-me, morde-me como se disso dependessem as nossas vidas,  afasta-me as pernas e aproxima-te, penetra-me furiosamente, chama-me puta e eu venho-me.

29.1.11

Countdown

A pele suada teima em prender alguns fios de cabelo ao pescoço que os dedos, amiúde, descolam e afastam, a roupa de cama está em desalinho e está quente, está revolta, não aguenta aquele corpo em alvoroço, as pernas esticam-se e encolhem-se sedentas e as coxas, ah... as coxas apertam-se uma contra ansiando por outro corpo entre elas. Semi-cerrados, os olhos lançam faíscas ao relógio. Toca a campaínha no preciso momento em que um gemido escapa e o corpo todo estremece, e nos lábios imediatamente se desenha aquele sorriso.

4.1.11

F.A.Q.

Acreditavas se te dissesse que não há mais ninguém que consiga fazer o que tu fazes? Acreditavas?

13.12.10

Fire to Ashes

Não, não apagaste o fogo.
Este fogo é impossível de apagar.
Vieste, olhaste-me, acendeste-me.
E não és capaz de me apagar.
Porque lenha nunca apagou fogo.
Eu sou fogo, tu és lenha.
Quanto mais te tenho, mais eu ardo.
Queimas-me, consomes-me.
Até que só restem cinzas.

30.11.10

As tuas mãos

Dá-mas e deixa-as vir comigo. Vais começar nas mamas, que te cabem uma em cada mão, na medida certa se as puseres em concha. Aperta-mas, sem magoar, como só tu sabes fazer. Depois desces, pelo estômago, as duas ao mesmo tempo, alinhadas e tocas-me quase só com os dedos. Quando chegares à cintura afastas uma da outra e continuas a descer pelas ancas, e aqui páras e seguras-me bem. Firme. Para que te não fuja, para me penetrares fundo, e intensificas. A seguir desces ainda mais e trá-las em direcção ao centro, coloca-as no meu ventre, as duas, e então segues, para baixo, em direcção às virilhas enquanto eu me torço e contorço de prazer. Não aguento e agarro-as e puxo-te na minha direcção. quero-te mais perto, quero sentir-te o corpo todo, já não me chegam só as tuas mãos.

29.10.10

Preguiça

Hoje é aquele dia em que só me apetece o meu sofá e a minha manta.

Hoje é aquele dia em que fazia um café, enrolava-me na manta e desligava o filho da puta do botão.

Hoje é aquele dia em que não abria os estores nem acendia a luz.

Hoje é aquele dia em que ficava a ouvir, não a chuva mas a tua respiração ofegante depois eu te foder até ao tutano.

21.10.10

Sede

Sinto outra vez a sede de poder tomar conta de mim. A sede de sentir que sou eu que mando, que domino e que será segundo a minha vontade. A sede de manipular e de me divertir a ver o resultado. Tenho esta sede dentro de mim, vou ter de a apagar.