16.7.10
À primeira vista
Fujo um bocado à regra no que diz repeito à apreciação do corpo masculino. Não são os músculos que me impressionam, não são os olhos. Não. Avalio-lhes os braços e a largura dos ombros, talvez numa ancestral e remota procura de força. São os braços que me hão-de envolver e são os ombros que hei-de morder e beijar quando sentir aquelo corpo em cima do meu. São aqueles braços que num só gesto me darão a volta que me permitirá e impôr o meu ritmo. As mãos. Bem, as mãos, as mãos que apertarão as minhas e cujo percurso pelo meu corpo fará aumentar a temperatura. O resto também interessa, mas na hora H o nosso campo de visão é limitado, e só temos duas mãos e uma boca. Há que não dispersar e concentrarmo-nos no essencial. Quero lá saber da cor dos olhos, do cabelo ou das pernas do gajo quando chegar à cama. Quero lá saber se tem o corpo musculado ou não, quero lá saber dessas merdas. Um gajo não precisa de nada disso para me levar para a cama. Só precisa de ter atitude, e tendo-a, eu só lhe reparo nos ombros e nos braços, bom... e nas mãos. Não sou esquisita, pois não?
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